Você já tem trinta e sete anos e continua solteira?

mesmo aroma doce e familiar que tinha em todo mês de dezembro desde a minha infância. Junto à porta da frente, uma fileira de casacos e botas úmidos havia deixado uma marca escura e semicircular no capacho — um sinal inequívoco do frio lá fora.
Eu sabia que a noite acabaria azedando, cedo ou tarde. Sempre acabava. Primeiro vinham as perguntas fáceis sobre o trabalho: Eu ainda passava tempo demais na cidade? Eu finalmente ia desacelerar e "ter uma vida"? Depois vinham as vozes mais suaves, as cabeças inclinadas — aquela pequena e calculada encenação de preocupação que, na verdade, não era preocupação alguma.