Dei à luz aos 17 anos e meus pais o levaram embora – 21 anos depois, meu novo vizinho era a cara do meu filho.

Eu não tinha mais nada.

Exceto uma coisa.

Escrevi uma única frase:

“Diga a ele que ele era amado.”

Entreguei a ela o bilhete — e um pequeno cobertor que eu havia feito em segredo. Lã azul. Passarinhos amarelos bordados nos cantos. A única coisa que parecia pertencer a nós dois.

No dia seguinte, tudo havia sumido.

Quando perguntei sobre o cobertor mais tarde, minha mãe disse que o havia queimado. Disse que não era saudável para mim guardá-lo.

E então me mandaram para a faculdade… antes mesmo de eu ter me recuperado.

Sem túmulo.

Sem respostas.