Dei à luz aos 17 anos e meus pais o levaram embora – 21 anos depois, meu novo vizinho era a cara do meu filho.

“Você vai entender depois.”

Depois de horas de dor e medo, ouvi meu bebê chorar.

Apenas uma vez. Um som fino e frágil que me disse que ele estava vivo.

Tentei me sentar. Implorei para vê-lo.

Ninguém respondeu.

Então minha mãe entrou — calma, serena — e disse:

“Ele não resistiu.”

Foi isso.

Sem explicação.

Sem despedida.

Sem provas.

Lembro-me de ter dito: “Não… eu o ouvi.”

Ela me disse que eu precisava descansar.