Um morador de rua me ajudou a trocar um pneu furado na Rodovia 9, onde meu filho desapareceu há 20 anos – o que ele deixou no banco do passageiro me fez cair de joelhos.

Liguei o carro.

“Margaret, não faça isso sozinha”, disse ele. “Já estou indo.”

Mas eu já estava dirigindo.

A casa era pequena e comum. Brinquedos espalhados pelo quintal. Sinos de vento pendurados na varanda. Uma caminhonete estacionada na entrada da garagem.

Saí do carro com a Polaroid tão apertada na mão que ela entortou.

Antes que eu pudesse bater, a porta se abriu.

Um menininho estava no corredor segurando um dinossauro de brinquedo.

“Vovô?”, ele chamou por cima do ombro.