Um morador de rua me ajudou a trocar um pneu furado na Rodovia 9, onde meu filho desapareceu há 20 anos – o que ele deixou no banco do passageiro me fez cair de joelhos.

Eu estava comprando um refrigerante para ele. Me virei e ele tinha sumido.

A princípio, a polícia fez buscas com todos os recursos disponíveis. Cães. Helicópteros. Voluntários. Homens com pranchetas me faziam as mesmas perguntas repetidamente até que as palavras perderam o sentido.

“O que ele estava vestindo? Ele sabia que devia ficar perto do carro? Será que ele se perdeu?”

Com o tempo, as buscas diminuíram.

Então, os poucos clientes que estiveram lá perderam o interesse.

Então, meu filho se tornou papelada em uma gaveta.

Depois do primeiro aniversário, parei completamente de pegar a Rota 9. Eu não