Mamãe abriu a porta antes que eu pudesse bater, como sempre fazia.
"Você não deveria estar na rua a essa hora, querido."
"Mãe, estou bem. Trouxe seus remédios para pressão e aquela sopa que você gosta."
Ela segurou meu rosto entre as duas mãos. As palmas das mãos dela estavam quentes, o mesmo calor que eu conhecia desde sempre.
“Você parece cansado, Jeremy.”
“Estou bem, mãe.”
Eu não estava bem.
Na manhã seguinte, consegui encaixar uma entrega de café entre um turno e outro. Foi quando um homem se sentou na cadeira à minha frente sem pedir permissão.
Ele parecia rico.