Clara pegou a caneta.
Michael sorriu de canto, esperando lágrimas, súplicas, talvez até raiva.
Então Clara riscou as seções referentes a dinheiro, bens e pensão alimentícia. Ela rubricou as alterações e assinou.
O sorriso de Michael desapareceu. “O que você está fazendo?”
“Eu não quero sua casa de campo. Eu não quero sua mesada. Eu não quero seu dinheiro.”
“Você não tem nada, Clara.”
Ela tirou a aliança e a colocou sobre os papéis.
“Então sairei de mãos vazias”, disse ela. “Mas não vou deixar você comprar meu silêncio. Estou lhe dando de graça, para que você nunca possa dizer que eu lhe devia alguma coisa.” Ela entrou no elevador com duas malas e não olhou para trás.